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MINHA CARA, LEITORA
É minha cara rústica, depreciada
Com ás do tempo a me levar o triz Ventando a chacoalhar as lágrimas É minha cara. Outro dia a encontrá-la descabelada À beira da calçada, insistindo em ser rara Não sei se sabia o seio ou se lembrava da raiva Pobre cara, esta minha cara. Toda noite sem a tara resgatada Restam poucos meados de oceano Entre vales e enciclopédias, és a única É, minha cara, nem assim, tu viverás minha prosa... Lastimosa.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 18/10/2007
Alterado em 24/04/2008 Copyright © 2007. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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