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O AMOR PREPONDERA
Quando a lua vai ao cinema de gravata
Sentando em poltronas com lavabo Ao pé da falência se é enfiado à mofatra O padrinho, o rato, a aversão do fato. Novembro se faz baralho e espada A jogar levedura nos olhos alheios Não para o amor, que, com a luva se protege Não pára o amor. Tem-se escola que o amor se regenera Aumenta em corpo, sofre ecdise e se remunera Distante da praia, religiosamente às seis O amor saca do bolso a canela e mergulha no chá. Amorfo passado à sombra da mutamba Fora só até a quinta série Reluz ao alto formoso da cruz sacarina... Não importa! O amor é liso tal margarina.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 06/11/2007
Alterado em 24/04/2008 Copyright © 2007. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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