Fortuna Literária - Cesar Poletto

Poetizar é exteriorizar, é exaltar o belo, e, acima de tudo, embriagar-se com a vida.

Textos

PERPÉTUA
Há de procriar a calvura e o alvejamento
À imunda face em casquilhos que ostentas
Há de se ouvir o galo chorar pelas frestas
Tudo que sabes de fermento, eu de torta
Tudo que amas na vida, eu recupero...
Com esmero.

Já molhei mais de mil camisas a perquirir
Consegui tantas outras inda secas
À cama, sem insígnia, quando o sono me abandona
Imagem, mensagem, história e linha sem trem
Ao passo que a nuvem passa, minha rua canta...
E se encanta.

Só hei de mover o micélio dentro da sua carne oca
No abrandar dos cortes, para longe das cinzas
Que, de tão híbridas, emprestar-lhe-á o gene brabo
O rumor da guerra ácida neutralizará a dor
Só hei de mover um pêlo - que não me traga a brandura...
Nem a amargura.

Se houver em mim injúria
Rezo e juro pelos ares
Que faço do teu momento, meu monumento
Até na hora da tua ida (agouro)
Baterei palmas com as mãos da condenação...
Duvide não!
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 08/01/2008
Alterado em 24/04/2008
Copyright © 2008. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras