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E SE HOJE FOR A VÉSPERA DA MINHA MORTE?
E se hoje for a véspera da minha morte?
E se o ar que engulo já intumesceu meu peito? Não haverei de ser eu o único Não figurarei só entre flores e lamentos. E se hoje for a véspera da minha morte? E se as escuras pessoas que me rodeiam não se dessem conta do meu sumiço? Estarei eu em lado sereno ou entre as frestas dos seus sorrisos. Chorarei com os olhos de criança ao ser vidiado em minha cara frouxa. E se hoje for a véspera da minha morte? E se minha carcaça não suportar a carga extra que me recai Apelarei aos avizinhados a me fornecerem átimos adocicados Achacar-me-ei por serem estas as últimas horas. E se hoje for a véspera da minha morte? E se for o dia da minha morte? Ontem, não foi!... Ou foi? Pensando bem, aqui está tão escuro, tão frio e tão silencioso. E se eu já estiver morto? E se o que eu escrevo agora, faço-o com o pitaco da alma penada? Uma coisa, alcanço: A vida anda ladrando e margeando a morte todos os dias Basta olhar pela janela.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 19/01/2008
Alterado em 24/04/2008 Copyright © 2008. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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