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ROMA EM MILÊNIOS
Três ou quatro estampidos
A rua se alumia, resplandece Um estrondo e um átimo Salpica e enternece Salta a lua e se apaga. É o pejo da insuficiência Da penúria, traças almiscaradas Deleite à apupada plateia Que regozija, permeia, passa e incendeia... No coração do poeta, pari a lua cheia Centenária, descoberta e altaneira Sem sombra, sem sobra, uma pederneira. A lançar denso estalido Um aceno ao ódio mesquinho De talo enfezado, sob a ceifa da parda. A solidão ladra, gela, enlameia, parva e ignóbil sorrateira. Respira baixinho ao alcatraz em voo As núpcias do holocausto, o vexame da beleza. Ei-lo, renascido, profundo e devasso amor.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 29/03/2025
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