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AS BRUXAS FEDEM
Inda assim, prefiro as bruxas
Verdes, prásinas ou em colméias A me serem opostas pela escassez de sonhos. Inda assim, prefiro os tolos Que, cheio de sonhos, cheiram Às raízes estuporadas, latem. Inda assim, prefiro os atores Com os cantos atrozes em demasia Cativam olhares, céus e purpurina. Sou pouco neste mundo desviado A me caçoar em andar – e em arfar – impoluto A me manter nas esquinas, e de olhos cerrados. Ser-me-iam cruéis se não me fossem quadrinhos Se, por entre minas e calores, gozassem dois tédios Não os teriam em lado meu, nem um pouquinho. Inda que me fossem calçadas Matando a inflorescência da vida Inda assim, ir-me-iam escolher os olores.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 04/02/2008
Alterado em 01/07/2009 Copyright © 2008. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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