

MUSA PRIMAVERIL
Infundadas metáforas epidérmicas
Não me movem, nem ousam Trazidas em bandeja de prata Não me tomam, nem ardem. Por que perquiro além das aspas? Quais céus me devoram a alma? Hão no bailado glomerular, nas cinzas Ei-lo astuto, aliterado. Meu por do sol desafinou! Sobejamente lúdico, um interlúdio Haverá mais mar a amar? Mais dor a cortejar, decerto. Porquanto sobram átimos salubres Caleche segue por prásina via A mirar longínquo devaneio épico E arrebatar a musa do sonho pueril.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 08/11/2025
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