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UM VIVA À POESIA!
A me tentar, anjos, enquanto eu comigo
Pairando mais à hora do suspiro que além da precisão Ode ao pergaminho derivado do dia Arrisco a soletrar “oi” prestimoso. Por mais nós que cantem hinos breves São tenores os ardores a me invadir de alma Estampando-me e me alimentando Meu suor é o leme à deriva. Passo por esta vida estreita, de pertinho A colheita é o pecado invertido, o lado mansarrão Há de se ter o apêndice impoluto do sorriso Há de se embeber de verso a alva túnica. Não sei dos vales que a vida autentica Nem das frestas que a gente brinca e se enrubesce Sei das feridas, das calças plissadas, das verdades mordidas Da escada imbricada na falange visceral; sei da nau. Já não hão em jarras tais vinhos, não hão! Amortecido perigalho a armazenar um capricho Amor vencido e orvalho a se apaixonar pela enxaqueca Em quantas noites descalças me lavei? Quantas rosas ainda sussurram? No imenso berço, plácido e inquieto; leis da atração Carinho oculto à luz da margem esquerda dum peito O verdadeiro e exímio leito que as lágrimas acolhem Fervilhando e deixando cair a exorbitância ribeirinha. Viva o poeta!
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 18/03/2008
Alterado em 23/04/2008 Copyright © 2008. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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