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ENTORNE O SEU SERENO
Não me saias agora, não me saias no sereno
Que o agouro chora com as pedras do terreno Diga a todos que não sairás, que não queres sair Pois, um dia, há de ruir e a pele interagir. Não me saias agora, não me saias no sereno Que a mãezinha aguarda o ruidoso moreno Diga a todos que não sairás, que não precisas sair Pois, à ruga, há de sumir o nódulo e o porvir. Não me saias agora, não me saias no sereno Que o papai está com raiva, a tomar seu veneno Diga a eles que não sairás, mesmo que quiseres sair Pois é menina obediente e há de me corrigir. Não me saias nesta hora, não me saias no jardim Que a vizinhança pensa mal de quem vive no sereno Diga a ela que sairás só para ver passar a banda Pois é grata a vida imensa, quando imerge a lama santa.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 16/04/2008
Alterado em 23/04/2008 Copyright © 2008. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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